Thursday, June 09, 2005

A Aventura Total

Êy vóçês!
Êu nõnca máis meti aqi ichetórias nóvas porco a milha profôssora têve imbarcáda para Lejeboa e nãm me pudé corrojir os têstos!!!
Mas só qe éla chá vóltou e agóra tou cõm tante, porco éla me vá-me corrojir as ichetórias e guerrá-me na belica!!!
Aqi tênhim a minha máis ressento:

"A Aventura Total"

Era uma vez uma trombose que vivia no corpo de um homem velho. Ela não queria nada no castanho, por isso, o homem ainda estava de saúde.
Um dia o velho acordou com os pés fora da cama e reparou que as veias das pernas estavam a ficar todas pretas, inchadas... varizes. Imaginem só, era a trombose que estava se torcendo toda por causa da droga, ela estava a ressacar. A droga dela era o açúcar dos suspiros que o homem comia.
Certo dia a trombose estava no recreio e encontrou o reumatismo a jogar ao “dois toques meio” com o quisto que ele tinha no pâncreas a servir de bola. A trombose perguntou: -“Tens aí para passar?”- ele disse que só tinha açúcar dos diabetes e que agora estava fodido para arranjar açúcar dos suspiros, porque o médico tina receitado ao homem uns comprimidos novos e disse que não podiam ser tomados com suspiros.
A trombose ficou cheia de veneno e começou a dar pontadas no velho. Ele foi tomar os comprimidos, a trombose já sabia e foi fazer-lhes uma espera. Quando ele engoliu os comprimidos, a trombose foi a eles! Pancadaria!!! Ela deu-lhes porrada até os cães ladrar. Ela disse: -“Ei caralhos, eu quero a minha droga, caralhos!!! Eu estou a ressacar, caralhos!!! Porra, caralhos!!! Eu mato um, caralhos!!!”- os comprimidos ficaram cheios de nervos, aos tremelicos e disseram que não tinham nada, a trombose pegou num deles e partiu-lhe o pescoço. O outro cheio de medo fugiu, ela foi atrás dele, mas nunca mais o viu.
Os dias passavam e ela toda ressacada dum lado para o outro, cheia de veneno. Aquilo era cada pontada que dava ao homem que ele parecia que ia morrer, coitado. A trombose sempre com os suores a pingar, dava coices em tudo o que era sitio, o homem até já estava ligado às máquinas no hospital. Os médicos não sabiam o que é que se passava, estava tudo desesperado. Até que um dia, o homem foi dar uma arriadela e ela fugiu pelo buraco do cú. Ela deu uma corrida e foi à procura de suspiros, os médicos, enfermeiras, tudo o que lhe aparecia na frente, ia tudo pelo ar! Ela saiu do hospital e foi ao Hiper Modelo, foi à parte dos doces e consolou-se toda a esfregar-se nos suspiros, que alivio. Depois disso, ela ficou sem nada para fazer e foi matar caracóis para a beria da água. Passou o Eduardo Cagalhão de bicicleta e empurrou-a para o mar, ela deu umas braçadas e enfiou-se em cima de um barco e começou aos berros para o Eduardo Cagalhão: -“Ei caralho, eu vou-te caçar, caralho! Vou-te apanhar, caralho, vais ver, caralho! Vou-te matar, caralho!!! Foda-se, caralho!!! Porra, caralho! Vais ver, caralho!!!”- o Eduardo Cagalhão não fez caso e continuou sempre a andar de bicicleta.
Quando o barco aportou, a trombose saiu de lá e foi procurar o Eduardo Cagalhão, ela encontrou-o ao pé da igreja da matriz a comprar um raspa e foi atrás dele. Ela deu-lhe pancadaria que eu nem queria levar metade! Depois pegou no raspa dele, raspou, ganhou 50 cêntimos e comprou outro com o dinheiro, mas não ganhou nada.
No fim do dia, ela foi procurar um sitio para dormir, mas antes, foi ao Hiper esfregar-se nos suspiros. Ela foi-se deitar num caixote do lixo do hotel Gaivota e passou lá a noite. No dia seguinte, ela atravessou a rua para ir ao Hiper e esteve quase sendo atropelada pelo camião das cervejas e ela disse: -“Ei filhos de puta, caralho!!! Eu mato vocês, pintchas de tua mãe, caralho!!! Iiiii que veneno, caralho!!! Finca-se, foda-se, caralho!!! Eu mato um caralho, caralho!!!” – ela enviou um cunhal e rachou o vidro do camião, depois fugiu e foi esconder-se para uma obra. Lá dentro, ela foi procurar um velhinho para se por nele, ela procurou, procurou, até que encontrou um homem velho a controlar uma grua e foi ter com ele. Ela saltou para dentro dele e ele teve um ataque imediato, caiu com a grua por cima da obra e matou o pessoal todo, mestres e tudo, menos um servente. Ela começou-se a rir, mas depois caiu-lhe um bocado de cimento fresco em cima e ela ficou enterrada ali mesmo, só com a cabeça de fora, os cães passavam por ela e mijavam-na na boca, passavam-se os dias e ela já a ressacar e a morrer de fome sempre aos berros: -“Que caralho!!! Porra, caralho!!! Eu mato um, caralho!!! O primeiro que eu vir, eu mato-o, caralho!!! Estou a morrer, caralho!!! Que caralho mesmo, caralho!!! Socorro, caralho!!! Vão para o caralho, caralho!!! Que pegue um caralho em vocês todos, caralho!!!” - e morreu.
FIM!

Ichepéro qe góstim, porco gochetêi munto de icheqrevê-la! Pôr vóçês, mês amigues!!!
Comêntim se vaz vafor!

Sunday, June 05, 2005

Uma Mulher

ólá vóçês!
Êu tãnho õma ichetória nóva, mas êu tou tôdo fodido cõm vóçês, carais!!! Porra...nõnca máis ningam comantou eça porra dêçe blog... mas prontes, vá lá...lêiem iço e comentem, brasssádos!!!


"Uma Mulher"

Era uma vez uma mulher que o sonho dela sempre foi casar com um velho rebarbado, bêbedo como o caralho.
Certo dia ela encontrou o Bruce Lee a fazer cavalinhos de bicicleta à frente da casa dela, para a engatar. Foi amor à primeira vista. O primeiro beijo foi escaldante, ele com aqueles dentes cheios de côdea deu-lhe um linguado que conseguiu-lhe arrancar um bocado de fígado de vaca que já estava à um mês entalado na faringe. Foi saboroso.
Nos primeiros meses em que viveram juntos, o amor pairava no ar, ele chegava a casa todos os dias enjoando a vinho que revirava e a mulher a fritar salsichas com hortelã pimenta, cheias de graxa, com óleo queimado de motor de tractor. Eram felizes.
Eles casaram-se, mas a felicidade foi só de pouca dura. Aquilo começou a fartar, o Bruce Lee não prestava para nada, estava sempre a dar pancadas na mulher.
Ele um dia chegou a casa tão tarde e ela disse: -“Àquele, tu não me apoquentes!”- ele virou-se para ela e enfiou-lhe um lápis na cova-do-ladrão, ela começou aos berros e ele deu-lhe uma cotovelada na placa, ela com a boca cheia de sangue disse: -“Á nojento reles, também vou-te arrancar o volante da bicicleta!”- e assim foi, cada dia, cada vez que ele a brutalizava, ela arrancava-lhe uma peça da bicicleta, mas também levava mais ainda.
Certo dia, ele chegou a casa e o jantar não estava pronto, porque ela levava mais tempo a preparar a comida com um braço partido e sem o outro. Ele pegou num chouriço mouro a ferver e deu-lhe sempre pelas pernas adiante até elas ficarem todas negras. Ela ficou com uma roda do joelho toda desfeita e uma canela em carne viva. Ela chamou os bombeiros para irem dar nele, mas quem apareceu foi um drácula que deu-lhe uma ferrada na pintcha e chupou-lhe o sangue todo até ela morrer.
O Bruce Lee à noite quando voltou de ir jogar dominó para a taberna, viu a mulher toda seca no chão e enterrou-a na estrumeira no quintal. À noite ela levantava-se da cova, ia dar stick debaixo dos braços para não enjoar e ia roubar crianças e cães para comer.
Uma vez o Bruce Lee estava a gravar um CD dos Kelly Family para cassete, para ouvir no rádio que ele tinha amarrado na bicicleta e viu a mulher a sair da estrumeira e a ir para a rua. Ele foi ter com ela e disse: -“Ei caralha, tu nem estar morta sabes?!” – e deu-lhe com uma saca de cimento cola na cabeça e ela fugiu a gemer pela rua abaixo. Ele meteu-se na bicicleta para ir atrás dela, mas só que dois ratos de abrigo o tinham vazado os pneus e ele teve que ir às corrimaças atrás dela. Ela chegou ao pé dela, caçou-a pelas gadelhas e arrastou-a sempre com o ecrã no chão, depois pegou nela e amarrou-a contra uma árvore e deu-lhe com um vime sempre no mesmo lado. De repente passou no caminho, um ovo estralado com molho de ananás, com uma navalha na mão e foi esfaquear o Bruce Lee todo, depois soltou a mulher, deu-lhe uma foda e foi-se embora. A mulher voltou para casa, comeu duas azeitonas e viveu feliz para sempre.
FIM!

Tá lá, méns!!! Forssa vóçês!